No dia 9 de julho de 2026, o Prédio Amarelo, um dos mais importantes patrimônios históricos de Chapecó, celebra seus 76 anos de inauguração. Para marcar a data, o Museu de História e Arte de Chapecó abrirá suas portas das 8h às 18h, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer exposições que retratam diferentes momentos da formação histórica, cultural e institucional do município.
Inaugurado em 9 de julho de 1950, durante a administração do prefeito Vicente Cunha, o edifício foi construído entre 1947 e 1950 para sediar os poderes Executivo e Legislativo municipais. Ao longo de sua trajetória, também abrigou o Poder Judiciário, repartições públicas, secretarias municipais e a biblioteca pública de Chapecó, tornando-se um dos principais símbolos da história administrativa da cidade.
Reconhecendo sua importância histórica, arquitetônica e cultural para o município, o Prédio Amarelo foi tombado como patrimônio histórico de Chapecó em 2007, por meio do Decreto nº 17.594. O tombamento garante a preservação de um dos mais significativos marcos da memória urbana chapecoense, assegurando que as futuras gerações possam conhecer e compreender a trajetória da cidade a partir de um de seus edifícios mais emblemáticos.
Durante a programação comemorativa, os visitantes poderão conhecer a exposição permanente instalada no Prédio Amarelo, composta por móveis, equipamentos e maquinários originais utilizados pela Prefeitura Municipal de Chapecó entre as décadas de 1950 e 1970. A mostra permite ao público compreender o funcionamento da administração pública em uma época anterior à informatização dos serviços, preservando objetos que fizeram parte do cotidiano dos servidores municipais.
Além da exposição permanente, estará aberta para visitação a mostra de longa duração Chapecó: Rios de Cultura e Memória, que apresenta a trajetória histórica e cultural do município por meio de documentos, fotografias, objetos e narrativas que ajudam a compreender a formação da identidade chapecoense. A exposição encontra-se em seus últimos meses de vigência e, em breve, dará lugar à nova mostra de longa duração intitulada O Caminho da Roça Virou Asfalto, que abordará as transformações urbanas e sociais vividas pela cidade ao longo do século XX.
O público também poderá visitar a exposição temporária Antonio Selistre de Campos: Justiça, Cultura e Memória, dedicada ao magistrado que atuou em Chapecó entre 1931 e 1947, período em que a estrutura da justiça estatal na região ainda estava em consolidação. A mostra destaca sua contribuição para a organização institucional do município e apresenta reproduções de processos judiciais históricos, documentos que revelam aspectos sociais, culturais e fundiários da época, além da reprodução de uma carta enviada ao então presidente da República, Juscelino Kubitschek, na qual Selistre de Campos defendia terras indígenas ameaçadas por processos de grilagem.
Entre os destaques da exposição está uma cadeira de bambu pertencente à residência do magistrado, peça que aproxima os visitantes de aspectos mais pessoais da trajetória do homenageado.
Outra atração será a exposição temporária 1929: A Conquista do Oeste, que revisita a histórica jornada realizada entre 24 de abril e 16 de maio de 1929, quando o então governador de Santa Catarina, Adolfo Konder, liderou a chamada Bandeira Konder. Pela primeira vez, um chefe do Executivo catarinense percorreu o interior do estado até o distante Oeste, utilizando diferentes meios de transporte, como embarcações, automóveis, mulas e trajetos a pé. A expedição representou um importante marco na aproximação entre o governo estadual e as comunidades da região.
Os visitantes também poderão conferir a já consagrada exposição O que tem no Prédio Amarelo, que apresenta a trajetória do edifício ao longo de seus mais de sete décadas de existência, destacando seus diferentes usos, personagens e transformações, desde sua inauguração até sua consolidação como espaço de preservação da memória chapecoense.
Segundo a Secretaria de Cultura de Chapecó, a celebração dos 76 anos do Prédio Amarelo representa uma oportunidade de fortalecer a relação da comunidade com a história do município e valorizar um dos mais importantes patrimônios públicos da cidade. O Prédio Amarelo acompanhou diferentes momentos da trajetória de Chapecó. Foi sede dos principais poderes públicos, abrigou serviços essenciais para a população e, hoje, cumpre uma importante função como espaço de preservação da memória e de difusão cultural. Seu tombamento como patrimônio histórico municipal reforça a responsabilidade coletiva de preservar este legado, garantindo que sua história continue acessível às futuras gerações. Celebrar seus 76 anos é celebrar também a memória, a cultura e a identidade de Chapecó.