Governo do Estado fortalece a saúde da mulher com ações de prevenção e cuidado

No mês de março, o Governo de Santa Catarina intensifica as ações do Programa de Promoção e Prevenção da Saúde da Mulher. As mulheres representam mais da metade dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), e a iniciativa busca ampliar o acesso a exames e estimular o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Como parte da estratégia, as Carretas da Saúde da Mulher chegam às cidades de Itapema e Concórdia a partir da próxima segunda-feira (9). As unidades móveis vão atender pacientes das regiões da Foz do Itajaí e do Alto Uruguai que já estão cadastradas no Sistema de Regulação (Sisreg), respeitando a ordem da fila.

Desde outubro de 2025, duas carretas percorrem o estado realizando exames. Até agora, as equipes passaram por seis regiões de saúde, onde agendaram 6.186 mamografias de rastreamento e 3.556 ultrassonografias de mama. Desse total, já foram realizados 4.015 exames de mamografia e 2.309 ultrassonografias. A previsão é que as unidades ainda atendam outras 11 regiões, alcançando todo o território catarinense.

Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, com possibilidade de funcionamento aos sábados conforme a demanda local. Cada carreta conta com mamógrafo, aparelho de ultrassom e equipe multiprofissional formada por médico radiologista, técnico em radiologia e técnico de enfermagem.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Diogo Demarchi, a estratégia tem apresentado bons resultados. Ele também reforça o pedido para que as mulheres compareçam aos exames agendados ou informem a unidade de saúde caso não possam ir, para que outra paciente seja atendida.

O projeto recebeu investimento aproximado de R$ 18 milhões. Além da realização dos exames, as pacientes são encaminhadas à rede pública de saúde sempre que há necessidade de acompanhamento ou tratamento complementar.

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda, mas nove capitais ainda registram crescimento da doença, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9). A Influenza B mantém aumento em estados da Região Centro-Sul, enquanto a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas e a mortalidade permanece concentrada entre idosos. De acordo com o boletim, os casos graves por Influenza B seguem em crescimento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de interrupção do avanço ou início de queda. Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais apresentaram níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. As capitais são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. Outras 11 capitais também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas. Nessa situação estão Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís. Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre ocorre principalmente entre crianças menores de 2 ou 4 anos de idade. Em Rio Branco, o crescimento é observado entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram aumento de casos entre idosos. A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella ressalta que, embora o cenário nacional seja de redução dos casos, a circulação dos vírus respiratórios continua elevada em parte do país. “A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas”, orienta. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, 55,9% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 23,3% por rinovírus, 12,7% por Influenza A, 8,4% por Influenza B e 2,2% por Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19. Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A respondeu por 33,1% dos casos, seguida do rinovírus (26,3%), do vírus sincicial respiratório (21,7%), da Influenza B (15,4%) e da covid-19 (6,9%). Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG. Desse total, 56.530 (51,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 37.770 (34,5%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.195 (7,5%) ainda aguardam confirmação laboratorial. O boletim mostra ainda que, no cenário nacional, os casos de SRAG apresentam início ou manutenção da queda entre pessoas de 2 a 49 anos e entre idosos com 65 anos ou mais. Na faixa etária de 50 a 64 anos, observa-se um leve aumento das ocorrências, enquanto entre crianças menores de 2 anos o cenário é de estabilização. A Fiocruz destaca que a incidência semanal da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório. A mortalidade permanece maior entre idosos, tendo a Influenza A como principal causa. Os casos de SRAG associados à covid-19 seguem em níveis baixos em todas as faixas etárias.

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