Indústria de alimentos de Santa Catarina cresceu quatro vezes mais do que a média nacional em 2025

A fabricação de produtos alimentícios cresceu 5,9% em Santa Catarina durante o ano de 2025, figurando entre os maiores avanços do país. O forte aumento é praticamente quatro vezes a média nacional, de 1,5% no mesmo período, conforme o IBGE. A elevação ocorre em meio ao avanço da economia catarinense e ao aumento das exportações de alimentos. O percentual de 5,9% colocou Santa Catarina na quarta colocação do ranking nacional. O estado ficou atrás apenas de Rio Grande do Sul (7,1%), Pará (7%) e Rio de Janeiro (6,1%). Nesse sentido, a fabricação de produtos alimentícios foi um dos segmentos industriais com maior crescimento de 2025 em Santa Catarina, o que contribuiu para bons índices econômicos no período. O governador Jorginho Mello destaca que a produção de alimentos é uma das vocações de Santa Catarina. “A indústria catarinense é um exemplo para o Brasil e vem crescendo acima da média nacional ano após ano. Muito desse desempenho extraordinário é resultado do nosso agronegócio que põe comida na mesa do brasileiro todos os dias. Em Santa Catarina nós incentivamos o produtor, somos parceiro da indústria e por isso que o estado pula o Brasil”, afirma. O diretor de Indústria da Sicos, Anthony Linzmeyer, destaca o apoio do Governo de Santa Catarina. “Desde 2023 estamos ampliando programas com o Prodec e o Pró-Emprego. Isso garante mais investimentos e geração de empregos no setor industrial. Assim, o estado estimula a produção, modernização e inovação da economia catarinense. O resultado é que as nossas empresas ganham em competitividade e crescem mais”, destaca.

Santa Catarina registrou safra recorde de grãos em 2025

O bom momento da indústria de alimentos reflete também o crescimento da agricultura. A safra de grãos 2024/25, por exemplo, teve aumento expressivo de 20,7% no volume total produzido. O estado colheu 7,85 milhões de toneladas de grãos neste ciclo, frente a 6,5 milhões de toneladas na safra anterior. Todos os principais produtos apresentaram alta na produção: arroz (+12,2%), feijão (+14,1%), milho (+24,7%), soja (+19,1%) e trigo (+40,5%). O desempenho positivo foi resultado da combinação entre clima favorável, produtividade recorde e investimentos em tecnologia agrícola, conforme a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape).

Exportações em alta estimularam a produção

No acumulado de 2025, Santa Catarina exportou 2 milhões de toneladas de carnes, entre frangos, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos e outras. A receita chegou a US$ 4,5 bilhões, o que representa uma elevação de 8,4% em relação ao faturamento registrado em 2024. O percentual reforça o bom desempenho do setor, considerando que as exportações totais de Santa Catarina avançaram 4,4% no período. Os principais produtos do setor alimentício registraram recordes de exportação. As carnes de frango, por exemplo, somaram 1,2 milhão de toneladas exportadas e faturamento de US$ 2,45 bilhões. Ou seja, aumento de 3% em quantidade e de 6,9% em valor. O mesmo ocorreu no mercado de suínos. No acumulado do ano, Santa Catarina exportou 748,8 mil toneladas, com receitas de US$ 1,85 bilhão. Isso representa crescimento de 4,1% em quantidade e de 9,4% em valor na comparação com 2024. Os dados são apurados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda, mas nove capitais ainda registram crescimento da doença, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9). A Influenza B mantém aumento em estados da Região Centro-Sul, enquanto a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas e a mortalidade permanece concentrada entre idosos. De acordo com o boletim, os casos graves por Influenza B seguem em crescimento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de interrupção do avanço ou início de queda. Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais apresentaram níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. As capitais são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. Outras 11 capitais também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas. Nessa situação estão Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís. Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre ocorre principalmente entre crianças menores de 2 ou 4 anos de idade. Em Rio Branco, o crescimento é observado entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram aumento de casos entre idosos. A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella ressalta que, embora o cenário nacional seja de redução dos casos, a circulação dos vírus respiratórios continua elevada em parte do país. “A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas”, orienta. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, 55,9% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 23,3% por rinovírus, 12,7% por Influenza A, 8,4% por Influenza B e 2,2% por Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19. Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A respondeu por 33,1% dos casos, seguida do rinovírus (26,3%), do vírus sincicial respiratório (21,7%), da Influenza B (15,4%) e da covid-19 (6,9%). Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG. Desse total, 56.530 (51,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 37.770 (34,5%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.195 (7,5%) ainda aguardam confirmação laboratorial. O boletim mostra ainda que, no cenário nacional, os casos de SRAG apresentam início ou manutenção da queda entre pessoas de 2 a 49 anos e entre idosos com 65 anos ou mais. Na faixa etária de 50 a 64 anos, observa-se um leve aumento das ocorrências, enquanto entre crianças menores de 2 anos o cenário é de estabilização. A Fiocruz destaca que a incidência semanal da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório. A mortalidade permanece maior entre idosos, tendo a Influenza A como principal causa. Os casos de SRAG associados à covid-19 seguem em níveis baixos em todas as faixas etárias.

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