Municípios têm até o dia 13 para garantirem os recursos do fortalecimento da Proteção Social Especial em SC

O prazo para os municípios de Santa Catarina enviarem a documentação para receber a primeira parcela dos recursos do fortalecimento da Proteção Social Especial da Assistência Social (PSE) ainda no mês de março, iniciou nesta segunda-feira, 9, e segue até o dia 13 de março. Para realizar o cadastro, o município deve preencher um formulário que está disponível no site da Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família (SAS) por meio do link. Para outras informações, os municípios podem entrar em contato com a Diretoria de Assistência Social. O Formulário de Cadastro Anual da Equipe de Referência da Proteção Social Especial é o instrumento oficial para o cadastramento e planejamento estadual da Política de Assistência Social, de Santa Catarina. É neste formulário que constam as informações sobre os serviços socioassistenciais ofertados e são coletados dados que contribuem para o diagnóstico estadual da Assistência Social. “É importante lembrar que todos os municípios do estado são elegíveis a receber este financiamento. O Governo do Estado repassará 20 milhões para fortalecer a Proteção Social Especial”, explica a diretora de Assistência Social da SAS, Gabriella Dornelles. Ela lembra ainda que “além do preenchimento do formulário, será necessário o preenchimento do Registro Mensal de Atendimentos da Equipe de Referência da PSE”. O fortalecimento da Proteção Social Especial é uma meta do Governo de Santa Catarina. Este ano a SAS  já realizou uma capacitação para aprimorar as ações na área. O objetivo foi o de que, mesmo os municípios sem equipamento específico possam contratar as equipes de referência e consigam custear esses profissionais com os recursos repassados pelo Governo do Estado. Os municípios que fizerem o cadastro após esse prazo receberão os valores da primeira parcela e segunda parcelas cumulativas em junho e setembro. O prazo final para o envio da documentação nesta etapa é 29 de maio de 2026. O cronograma segue até 1 de setembro de 2026 com variação nas parcelas a receber.

últimas notícias

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda, mas nove capitais ainda registram crescimento da doença, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9). A Influenza B mantém aumento em estados da Região Centro-Sul, enquanto a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas e a mortalidade permanece concentrada entre idosos. De acordo com o boletim, os casos graves por Influenza B seguem em crescimento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de interrupção do avanço ou início de queda. Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais apresentaram níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. As capitais são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. Outras 11 capitais também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas. Nessa situação estão Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís. Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre ocorre principalmente entre crianças menores de 2 ou 4 anos de idade. Em Rio Branco, o crescimento é observado entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram aumento de casos entre idosos. A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella ressalta que, embora o cenário nacional seja de redução dos casos, a circulação dos vírus respiratórios continua elevada em parte do país. “A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas”, orienta. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, 55,9% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 23,3% por rinovírus, 12,7% por Influenza A, 8,4% por Influenza B e 2,2% por Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19. Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A respondeu por 33,1% dos casos, seguida do rinovírus (26,3%), do vírus sincicial respiratório (21,7%), da Influenza B (15,4%) e da covid-19 (6,9%). Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG. Desse total, 56.530 (51,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 37.770 (34,5%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.195 (7,5%) ainda aguardam confirmação laboratorial. O boletim mostra ainda que, no cenário nacional, os casos de SRAG apresentam início ou manutenção da queda entre pessoas de 2 a 49 anos e entre idosos com 65 anos ou mais. Na faixa etária de 50 a 64 anos, observa-se um leve aumento das ocorrências, enquanto entre crianças menores de 2 anos o cenário é de estabilização. A Fiocruz destaca que a incidência semanal da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório. A mortalidade permanece maior entre idosos, tendo a Influenza A como principal causa. Os casos de SRAG associados à covid-19 seguem em níveis baixos em todas as faixas etárias.

0%