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Permissão para roupas e proibição de fotos: como é a Praia do Pinho, a 1ª de naturismo do Brasil


Localizada em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, a Praia do Pinho é considerada a primeira praia de naturismo do Brasil. De fácil acesso, o espaço tem cerca de 500 metros de extensão e fica entre as praias de Laranjeiras e do Estaleirinho. Há regras, que incluem nudez total na areia e proibição de fazer fotos ou vídeos sem permissão dos frequentadores.

Nesta semana, o local ganhou repercussão após um vereador protocolar um projeto de lei para proibir o nudismo, que existe no local desde 1980. A prática de não usar vestimentas no local é um dos principais fundamentos do chamado naturismo.

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Existem áreas de adaptação aos visitantes que não são praticantes do naturismo, segundo a organização. Nesse local, pode-se permanecer com roupas. Porém, na faixa de areia a nudez deve ser total. Na área da pousada e do camping, o visitante pode ficar ou não vestido.

Pessoas de todas as idades podem frequentar a praia, de crianças a idosos, além de casais hetero ou homoafetivos. Homens solteiros também podem ficar na faixa de areia, mas precisam de passaporte naturista para se hospedarem na pousada ou no camping.

Não é permitido fotografar ou filmar, mesmo de longe, a praia sem a autorização dos frequentadores.

Formada por areia clara de espessura média, a praia do Pinho é acessada pela Avenida Rodesindo Pavan. Além da faixa de areia e do mar calmo, o espaço possui pousada, restaurantes e estacionamento privativo. Ao redor, visitantes podem contemplar costões e Mata Atlântica preservada.

A Praia do Pinho ganhou notoriedade nacional através da reportagem, intitulada “Todo mundo nu em Camboriú”, publicada em uma revista de circulação em todo o país no ano de 1984. Em 1986, cerca de 25 pessoas que praticavam o nudismo foram presas no local.

Praia do Pinho é considerada a primeira de naturismo do Brasil — Foto: Praia do Pinho/Divulgação

Praia do Pinho é considerada a primeira de naturismo do Brasil — Foto: Praia do Pinho/Divulgação

Segundo a Federação Brasileira de Naturismo (FBRN), a prática que leva o nome do órgão é um modo de vida em harmonia com a natureza, que inclui o nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente.

A prática pode ser proibida?

De acordo com o engenheiro Rubens Spernau, gestor do Fundo de Outorga Onerosa de Transferência do Potencial Construtivo (FETPC) da cidade, a mudança não é tão simples porque mexe no atual Plano Diretor da cidade. O tema, no entanto, pode ser debatido nos próximos meses.

Isso porque, de acordo com ele, o município está finalizando um processo de licitação para contratar a empresa que vai formatar o Plano Diretor de Balneário Camboriú. Atualmente, o documento reconhece a Praia do Pinho como área “de prática do naturismo”.

“Isso deve ser dar agora para fim de agosto, quando, então, serão feitas as reuniões com os delegados e também as audiências públicas”, explicou.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recomendou que a Câmara não faça alterações pontuais na lei até que um novo Plano Diretor seja discutido.

Segundo a presidente da FBRN, Paula Silveira, a mudança representaria “um retrocesso” à comunidade. “[A mudança] significaria um retrocesso e demonstraria preconceito para com os naturistas. A justificativa do vereador se baseia na insegurança do local. Segurança pública não é competência do cidadão, é competência do poder público”, disse.

Praia do Pinho é localizada a cerca de 80 quilômetros de Florianópolis — Foto: Praia do Pinho/Divulgação

Praia do Pinho é localizada a cerca de 80 quilômetros de Florianópolis — Foto: Praia do Pinho/Divulgação

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Conforme o vereador que protocolou o projeto, Anderson dos Santos (Podemos), por meio de assessoria, o local não estava cumprindo os requisitos e normas necessárias para ser considerada uma praia de naturismo, e que “as notícias locais são constantes sobre o uso indevido, imoral e inclusive ilícito do lugar”.

O vereador considera que a praia possui condições para ser explorada de outras formas, como a certificação internacional de qualidade de praias, o Bandeira Azul. As praias do Estaleiro e Estaleirinho são as únicas registradas no município.

Questionada pelo g1 SC, a Polícia Militar de Balneário Camboriú informou, na quinta-feira (21), que nenhuma ocorrência envolvendo crimes sexuais foi registrada nos últimos 12 meses no local. No período, apenas seis ocorrências foram atendidas no local. Elas envolvem posse de droga, furto, dano e injúria.

A reportagem também tentou contato com a Guarda Municipal, mas não teve retorno até a última atualização da matéria.



Fonte: G1


27/07/2022 – Continental FM

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