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PT e PSB, da chapa Lula-Alckmin, são aliados em ao menos 11 estados e adversários em outros 9; veja palanques regionais


A aliança nacional fechada entre PT e PSB, que resultou na chapa Lula-Alckmin na corrida para a Presidência da República, não refletiu de forma uniforme pelo país na disputa pelos governos estaduais. Os dois partidos são aliados em ao menos 11 estados, mas adversários em outros 9.

As legendas precisam ainda definir os palanques regionais em 6 estados, incluindo o Rio de Janeiro, onde o PT pode deixar de apoiar Marcelo Freixo (PSB) caso não receba de volta respaldo ao nome do petista André Ceciliano para o Senado. O prazo para as convenções partidárias acaba nesta sexta-feira (5).

Apenas em um estado, o Paraná, a situação é diversa: o PT terá candidatura própria, mas o PSB decidiu não apoiar ninguém na disputa ao governo estadual.

Confira os palanques regionais de PT e PSB:

O PT e o PSB vão pedir votos para o mesmo candidato ao governo do Amapá: Clécio Luís Vilhena Vieira (Solidariedade). O PT já havia anunciado o seu apoio, mas o do PSB veio somente na noite de quinta (4), quando o ex-governador Capi, que preside o partido no estado, disse que seguia orientação de Lula a favor de um palanque amplo.

Solidariedade confirma o nome de Clécio para concorrer ao governo do estado  — Foto: Fernando Carneiro/Rede Amazônica

Solidariedade confirma o nome de Clécio para concorrer ao governo do estado — Foto: Fernando Carneiro/Rede Amazônica

O PT e o PSB integram uma coligação que conta ainda com MDB, PSD, PC do B, PV, Avante e Patriota. O candidato do grupo ao governo baiano é o petista Jerônimo Rodrigues. Ele terá como vice o vereador Geraldo Júnior (MDB).

Jerônimo Rodrigues, à esquerda de Lula, é o candidato ao governo da Bahia pelo PT — Foto: Matheus Souza/ Divulgação

Jerônimo Rodrigues, à esquerda de Lula, é o candidato ao governo da Bahia pelo PT — Foto: Matheus Souza/ Divulgação

O PSB lançou nome próprio ao governo capixaba: o do atual governador do estado, Renato Casagrande. Ele tem apoio da coligação formada por PSDB, MDB, PV, PDT, PP, Pros e Podemos. O PT vai apoiá-lo formalmente em seu palanque.

Renato Casagrande (PSB), que terá apoio do PT na eleição — Foto: Vitor Jubini/Rede Gazeta

Renato Casagrande (PSB), que terá apoio do PT na eleição — Foto: Vitor Jubini/Rede Gazeta

O PT e o PSB montaram uma chapa para disputar o Palácio dos Leões. O governador Carlos Brandão (PSB) tenta a reeleição com Felipe Camarão (PT) de vice.

Carlos Brandão terá apoio do PT — Foto: Paulo Soares/Grupo Mirante

Carlos Brandão terá apoio do PT — Foto: Paulo Soares/Grupo Mirante

Tanto o PT quanto o PSB apoiam a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), com André Quintão (PT) na vice.

Alexandre Kalil, que terá apoio também do PT — Foto: Ricardo Stuckert

Alexandre Kalil, que terá apoio também do PT — Foto: Ricardo Stuckert

O PT e o PSB se uniram em uma coligação para apoiar a candidatura à reeleição do atual governador, Helder Barbalho (MDB). A aliança conta ainda com União Brasil, PP, Republicanos, PSD, PSDB, Cidadania, Avante, PC do B, PV, PTB e PDT.

Helder Barbalho terá PT e PSB no palanque — Foto: Reprodução/ Instagram

Helder Barbalho terá PT e PSB no palanque — Foto: Reprodução/ Instagram

PT e PSB compõem uma coligação com MDB, Republicanos, PP, PC do B, PV, PDT e Pros que lançou o nome de Danilo Cabral (PSB) ao governo de Pernambuco.

Danilo Cabral (à esquerda) e Lula durante evento em julho na cidade de Garanhuns  — Foto: Reprodução

Danilo Cabral (à esquerda) e Lula durante evento em julho na cidade de Garanhuns — Foto: Reprodução

Lado a lado, PT e PSB apoiam a candidatura do petista Rafael Fonteles, que tem ainda na coligação o MDB, PC do B, PV, PSD, Pros e Solidariedade.

Rafael Fonteles, candidato do PT ao governo do Piauí nas eleições de 2022 — Foto: Ilanna Serena/g1 Piauí

Rafael Fonteles, candidato do PT ao governo do Piauí nas eleições de 2022 — Foto: Ilanna Serena/g1 Piauí

A atual governadora do estado, Fátima Bezerra (PT), é candidata à reeleição pelo PT e conta com o apoio do PSB, além das legendas MDB, PDT, PC do B, Republicanos, PV e Pros.

Fátima Bezerra (PT), candidata a governadora, e Walter Alves (MDB), candidato a vice — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Fátima Bezerra (PT), candidata a governadora, e Walter Alves (MDB), candidato a vice — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

PSB e PT vão subir juntos no palanque ao governo estadual para apoiar o ex-governador Daniel Pereira, do Solidariedade, que conta ainda com PDT, PC do B e PV. O escolhido para compor a chapa como vice é Anselmo de Jesus (PT).

O PT lançou candidatura própria para o Palácio dos Bandeirantes: a do ex-prefeito da capital, Fernando Haddad. Como parte do acordo para fechar a aliança com o PSB, o ex-governador Márcio França (PSB) disputará o Senado.

Fernando Haddad tem apoio do PSB — Foto: Roberto Cassimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Fernando Haddad tem apoio do PSB — Foto: Roberto Cassimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O PT apoia informalmente Paulo Dantas (MDB). Dantas é ligado ao grupo do ex-governador Renan Filho, filho do senador Renan Calheiros (MDB), ala do partido que declarou publicamente apoio à candidatura de Lula ao Planalto – apesar de o MDB ter lançado o nome de Simone Tebet.

O PSB, que comanda a prefeitura de Maceió, estará no palanque do senador Rodrigo Cunha (União) na disputa ao governo estadual. Os dois partidos integram uma coligação que conta ainda com o PSDB e o PP, do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

O PT vai apoiar o nome do senador Eduardo Braga (MDB) na disputa ao governo do Estado.

Já o PSB fechou com o Solidariedade, que terá como candidato Ricardo Nicolau.

O PT tem candidato próprio na corrida ao Palácio da Abolição: Elmano de Freitas (PT). Ele tem ainda o suporte da coligação formada por PC do B, PV, MDB, Rede, Pros e Solidariedade.

O nome dele veio da ruptura da aliança entre PT e PDT no Ceará. Ciro Gomes, candidato à Presidência e principal liderança pedetista no estado, queria um palanque com apoio integral à sua candidatura.

Com a manobra política de Ciro, foi lançada a candidatura de Roberto Cláudio (PDT) pela coligação da qual o partido dele faz parte ao lado do PSB, PSD, PSDB e Cidadania.

O PT, que formou nacionalmente uma federação com PC do B e PV, vai apoiar o nome do deputado distrital Leandro Grass (PV) na corrida ao Palácio do Buriti.

O PSB terá candidato próprio: Rafael Parente, foi o primeiro secretário de Educação do governo Ibaneis Rocha, em 2019, que também será seu adversário na disputa.

O PSB está no palanque do tucano Eduardo Riedel (PSDB), com quem formou coligação ao lado do PP, PL, Republicanos e Cidadania.

O PT lançou uma candidata própria: Giselle Marques, que, por conta da federação nacional, também conta com o apoio de PC do B e PV.

O PSB vai para a disputa ao governo estadual com um nome próprio: o do atual governador, João Azevêdo.

O PT apoia o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

O PT lançou o nome do deputado estadual petista Edegar Pretto ao governo gaúcho, que conta também com o apoio de PV, PC do B, PSOL e Rede.

Já o PSB vai para a disputa com Vicente Bogo (PSB), que foi vice-governador.

PT e PSB estarão em lados opostos. O PSB fechou aliança com MDB e PL e apoia a candidata da coligação, Teresa Surita (MDB), ex-prefeita de Boa Vista.

O PT, que formou uma federação nacional com o PV e PCdoB, vai apoiar Rudson Leite (PV).

O PT tem candidatura própria, a do ex-deputado federal Paulo Mourão, que conta com apoio do PV e PCdoB.

Já o PSB está no palanque do candidato da sua coligação, Osires Damaso, do PSC.

Onde ainda falta definição:

Tanto PT quanto PSB têm convenções previstas para esta sexta para tratar do governo estadual.

Ainda não está definida a situação. O PT realiza convenção nesta sexta. O PSB já fez a sua convenção, mas falta decidir a situação em relação à chapa majoritária.

O PSB apoia a candidatura à reeleição do atual governador do estado, Mauro Mendes (União), que já foi prefeito de Cuiabá pelo próprio PSB.

O PT ainda não definiu seu posicionamento nas eleições.

Lula já declarou publicamente seu apoio ao candidato do PSB, Marcelo Freixo, para o comando do Palácio Guanabara. Ele conta com o PSDB e o Cidadania, que integram uma coligação com o PSB, e tem o apoio informal da Rede e do PSOL.

No entanto, a aliança entre PT e PSB está na corda bamba porque os petistas querem que o PSB retire a pré-candidatura do deputado federal Alessandro Molon ao Senado e apoie a do petista André Ceciliano.

O diretório do PT no Rio já deu um ultimato e a disputa, que se estende há algumas semanas, será decidida pelo diretório nacional nesta sexta.

O PT lançou uma candidatura própria: a de Décio Lima, que já foi prefeito de Blumenau e deputado federal. O PSB deverá compor a chapa com a indicação de um nome para a vice, mas a definição só sairá nesta sexta.

Tanto o PT quanto o PSB realizam convenção nesta sexta. O senador petista Rogério Carvalho deve ser oficializado como candidato da aliança.

No Paraná, a situação é diversa. O PT tem uma candidatura própria: o ex-governador Roberto Requião, que tem apoio também do PV e PC do B. No entanto, o PSB informou que não irá formar aliança com nenhum partido para a eleição do governo.

*Colaboraram: Alba Mendonça, Anderson Viegas, Caroline Oliveira, Cau Rodrigues, Eric Carvalho, Gustavo Chagas, Igor Jacome, Isadora Mendes, Jhonathan Oliveira, John Pacheco, Joelma Gonçalves, Jonatas Boni, Maíra Mendonça, Matheus Beck, Paula Lago, Pedro Alves, Pedro Mathias, Rafael Cardoso, Ranniery Melo, Samantha Nascimento, Tacita Muniz, Thais Pimentel, Thaymã Carneiro, Vilma Nascimento, Vitor Reis e Walder Galvão.



Fonte: G1


05/08/2022 – Continental FM

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