Operação contra corrupção cumpre 51 mandados em SC e tem Xaxim entre as cidades investigadas
Ação do Ministério Público apura suspeitas de fraude em licitações, favorecimento de empresas e lavagem de dinheiro. Justiça determinou bloqueio superior a R$ 2,7 milhões.
Uma operação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) movimentou seis municípios catarinenses, incluindo Xaxim, no Oeste do estado, durante a terça-feira (27).
Batizada de Dominus Urbis, a ação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio de equipes especializadas no combate à corrupção.
Ao todo, foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Investigação envolve contratos públicos
De acordo com o Ministério Público, a investigação apura a possível atuação de um grupo suspeito de direcionar licitações, favorecer empresas em contratações públicas e ocultar movimentações financeiras.
Os mandados foram cumpridos em Alfredo Wagner, Bocaina do Sul, Palhoça, Blumenau, Xaxim e Ilhota.
Entre os locais vistoriados estavam residências, empresas e órgãos públicos. O MPSC esclareceu que somente as prefeituras de Alfredo Wagner e Bocaina do Sul foram alvos da operação.
Justiça determina bloqueio milionário
Além das buscas, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens e valores superiores a R$ 2,7 milhões, com o objetivo de assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
A operação mobilizou 93 agentes, 37 viaturas e 51 equipes.
Durante as diligências, foram apreendidos 32 celulares, nove notebooks, dois computadores, dispositivos de armazenamento e documentos considerados relevantes para a investigação.
Também foram encontrados mais de R$ 105 mil em dinheiro e aproximadamente R$ 474 mil em cheques.
O Ministério Público informou ainda que dois autos de prisão em flagrante foram lavrados por posse ilegal de armas de fogo. Um dos investigados também foi autuado em flagrante por suspeita de lavagem de capitais.
Investigações continuam
Os materiais recolhidos serão encaminhados para análise pericial.
O procedimento tramita sob sigilo judicial e poderá ter novos desdobramentos conforme o avanço das investigações.
As suspeitas investigadas ainda não representam condenação dos envolvidos, que têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
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