Polícia Civil prende adulto e apreende adolescentes por maus-tratos a animal com resultado morte em Itajaí

A Polícia Civil de Santa Catarina informa que, na tarde da quinta-feira (12/02), foi registrada ocorrência, no bairro Murta, em Itajaí, relacionada, em tese, ao crime de maus-tratos a animais com resultado morte, bem como ao ato infracional análogo ao mesmo delito, além de corrupção de menores.

De acordo com as informações apuradas até o momento, indivíduos teriam praticado atos de crueldade contra dois cães domésticos em uma área próxima a um curso d’água da região, bem como em um prédio abandonado nas imediações. Um dos animais não resistiu aos ferimentos e veio a óbito e o outro animal foi liberado por um popular no local e conseguiu fugir.

A ocorrência gerou grande comoção social, com aglomeração de populares no local, sendo necessária a atuação das forças de segurança para garantir a integridade dos envolvidos e a preservação da ordem pública.

Um maior de idade foi preso em flagrante pelos crimes, em tese, de maus-tratos a animais com resultado morte (art. 32, §1º-A c/c §2º, da Lei n.º 9.605/98) e corrupção de menores (art. 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente). A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, cuja análise compete ao Poder Judiciário.

Dois adolescentes foram apreendidos pela prática de ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais com resultado morte, sendo adotadas as medidas legais cabíveis, com comunicação ao Juízo competente, ao Ministério Público e à Defensoria Pública. Em razão da gravidade dos fatos e da repercussão social do caso, foi fundamentada a não liberação imediata aos responsáveis legais, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Durante os procedimentos, foram realizadas oitivas audiovisuais dos conduzidos e testemunhas, apreensão de aparelhos celulares, requisição de perícia no local e encaminhamento do corpo do animal à Polícia Científica para necropsia veterinária. Também foram adotadas medidas investigativas para identificação de eventual quarto envolvido, bem como para análise de dados telemáticos e verificação de imagens de monitoramento da região.

A Polícia Civil reforça que repudia qualquer forma de maus-tratos contra animais e ressalta que todas as medidas legais estão sendo adotadas com rigor técnico, preservando-se, por ora, a identidade dos envolvidos, especialmente por se tratar, em parte, de adolescentes, em observância à legislação vigente.

últimas notícias

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda, mas nove capitais ainda registram crescimento da doença, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9). A Influenza B mantém aumento em estados da Região Centro-Sul, enquanto a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas e a mortalidade permanece concentrada entre idosos. De acordo com o boletim, os casos graves por Influenza B seguem em crescimento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de interrupção do avanço ou início de queda. Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais apresentaram níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. As capitais são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. Outras 11 capitais também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas. Nessa situação estão Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís. Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre ocorre principalmente entre crianças menores de 2 ou 4 anos de idade. Em Rio Branco, o crescimento é observado entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram aumento de casos entre idosos. A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella ressalta que, embora o cenário nacional seja de redução dos casos, a circulação dos vírus respiratórios continua elevada em parte do país. “A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas”, orienta. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, 55,9% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 23,3% por rinovírus, 12,7% por Influenza A, 8,4% por Influenza B e 2,2% por Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19. Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A respondeu por 33,1% dos casos, seguida do rinovírus (26,3%), do vírus sincicial respiratório (21,7%), da Influenza B (15,4%) e da covid-19 (6,9%). Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG. Desse total, 56.530 (51,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 37.770 (34,5%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.195 (7,5%) ainda aguardam confirmação laboratorial. O boletim mostra ainda que, no cenário nacional, os casos de SRAG apresentam início ou manutenção da queda entre pessoas de 2 a 49 anos e entre idosos com 65 anos ou mais. Na faixa etária de 50 a 64 anos, observa-se um leve aumento das ocorrências, enquanto entre crianças menores de 2 anos o cenário é de estabilização. A Fiocruz destaca que a incidência semanal da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório. A mortalidade permanece maior entre idosos, tendo a Influenza A como principal causa. Os casos de SRAG associados à covid-19 seguem em níveis baixos em todas as faixas etárias.

0%