Rádio segue liderando em credibilidade e se consolida como a fonte mais confiável do Brasil

O rádio permanece entre os meios de comunicação mais confiáveis do Brasil, mesmo com o crescimento acelerado das redes sociais e das plataformas digitais. A constatação faz parte de um levantamento realizado pelo Ponto Map em parceria com a V-Tracker e divulgado pelo jornal Valor Econômico, que analisou a relação entre consumo de notícias e percepção de credibilidade.

De acordo com o estudo, as redes sociais dominam o tempo de atenção do público, mas não ocupam o primeiro lugar quando o assunto é confiança. Nesse quesito, o rádio aparece de forma consistente entre os veículos tradicionais mais bem avaliados pelos brasileiros.

Uso frequente não significa mais confiança

A pesquisa mostra que existe uma diferença significativa entre os meios mais acessados e aqueles considerados mais confiáveis. Embora as plataformas digitais sejam amplamente utilizadas no dia a dia, a avaliação sobre a credibilidade das informações nelas veiculadas é inferior à dos veículos tradicionais.

O rádio, por sua vez, mantém desempenho estável nesse aspecto. Mesmo sem o mesmo alcance das redes, conserva uma relação de proximidade e responsabilidade com o público — fator determinante principalmente em temas como política, economia, saúde e assuntos de interesse coletivo.

Meios tradicionais ganham força em meio ao excesso de informação

Outro ponto destacado é o impacto da saturação de conteúdos nas plataformas digitais. O grande volume de informações, muitas vezes sem verificação, contribui para o aumento da desconfiança. Nesse cenário, parte da audiência busca fontes consideradas mais seguras para entender os acontecimentos.

O rádio se beneficia desse movimento ao combinar rapidez na divulgação com linguagem clara e compromisso editorial. A tradição e a consistência ao longo do tempo fortalecem sua imagem como fonte confiável.

Vínculo local amplia credibilidade

A pesquisa também ressalta a importância da atuação regional. Em muitas localidades, o rádio mantém presença constante no cotidiano das pessoas, com cobertura próxima da realidade da comunidade. Essa conexão direta contribui para a construção de confiança.

Ao unir proximidade, informação qualificada e responsabilidade jornalística, o rádio segue relevante em diferentes gerações.

Os dados indicam que, em um ambiente marcado por desinformação e disputa por atenção, a credibilidade se torna um ativo estratégico. Mais do que volume de publicações ou alcance nas redes, o que pesa na avaliação do público é o compromisso com a apuração e a qualidade da informação.

Nesse contexto, o rádio continua ocupando posição de destaque no cenário da comunicação brasileira.

últimas notícias

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em tendência de queda, mas nove capitais ainda registram crescimento da doença, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9). A Influenza B mantém aumento em estados da Região Centro-Sul, enquanto a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas e a mortalidade permanece concentrada entre idosos. De acordo com o boletim, os casos graves por Influenza B seguem em crescimento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de interrupção do avanço ou início de queda. Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais apresentaram níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. As capitais são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. Outras 11 capitais também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas. Nessa situação estão Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís. Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre ocorre principalmente entre crianças menores de 2 ou 4 anos de idade. Em Rio Branco, o crescimento é observado entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram aumento de casos entre idosos. A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella ressalta que, embora o cenário nacional seja de redução dos casos, a circulação dos vírus respiratórios continua elevada em parte do país. “A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas”, orienta. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, 55,9% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 23,3% por rinovírus, 12,7% por Influenza A, 8,4% por Influenza B e 2,2% por Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19. Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A respondeu por 33,1% dos casos, seguida do rinovírus (26,3%), do vírus sincicial respiratório (21,7%), da Influenza B (15,4%) e da covid-19 (6,9%). Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG. Desse total, 56.530 (51,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 37.770 (34,5%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.195 (7,5%) ainda aguardam confirmação laboratorial. O boletim mostra ainda que, no cenário nacional, os casos de SRAG apresentam início ou manutenção da queda entre pessoas de 2 a 49 anos e entre idosos com 65 anos ou mais. Na faixa etária de 50 a 64 anos, observa-se um leve aumento das ocorrências, enquanto entre crianças menores de 2 anos o cenário é de estabilização. A Fiocruz destaca que a incidência semanal da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório. A mortalidade permanece maior entre idosos, tendo a Influenza A como principal causa. Os casos de SRAG associados à covid-19 seguem em níveis baixos em todas as faixas etárias.

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