Cirurgias eletivas de ortopedia crescem mais de 135% e transformam vidas em Santa Catarina

Dores persistentes, movimentos limitados e uma rotina interrompida. Os problemas ortopédicos vão muito além do físico: afetam a autonomia, a independência e, principalmente, a qualidade de vida. Em Santa Catarina, esse cenário está mudando graças a ações do Governo do Estado que ampliam a oferta de cirurgias eletivas desde 2023. Já são mais de 151 mil procedimentos ortopédicos realizados nos últimos anos, um aumento de 135% em relação a 2022. Só em 2025, mais de 62 mil cirurgias foram feitas no estado, devolvendo mobilidade e autoestima a pacientes ortopédicos de diferentes regiões. “Desde 2023, por orientação do governador Jorginho Mello, estamos ampliando os procedimentos cirúrgicos em Santa Catarina e resolvendo uma demanda que enfrentamos há décadas na saúde. Na ortopedia, aumentamos a realização de cirurgias e habilitamos novos serviços, descentralizando atendimentos que antes estavam concentrados em Florianópolis e Joinville. Com isso, mais regiões passaram a contar com hospitais aptos a realizar procedimentos, inclusive de maior complexidade. Dessa maneira, a população é atendida em menor tempo e devolvemos a qualidade de vida para essas pessoas que tinham restrição de mobilidade”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi. A ortopedia representa a maior demanda dentro da fila de cirurgias eletivas, e o crescimento nos atendimentos reflete o compromisso da Secretaria de Estado da Saúde (SES) em expandir os serviços especializados, com números que saltaram das 26 mil cirurgias em 2022 para o cenário atual. Por trás dos números, há vidas transformadas. Dona Elvira Constantino, 71 anos, enfrentou por mais de três anos limitações de mobilidade devido à coxartrose no quadril esquerdo. Subir escadas ou entrar no carro eram desafios diários. A mudança para um apartamento com elevador e o apoio da família ajudaram até o momento da cirurgia no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis. “O atendimento foi ótimo, fui muito bem tratada. Agora me sinto muito bem, faço fisioterapia e já consigo lavar louça, preparar comida e cuidar das minhas coisas, antes não conseguia fazer isso. Viver sem dor é a melhor coisa da vida. Só tenho a agradecer a Deus e a todos que nos ajudaram. Está nota mil e dando tudo certo!”, relatou Dona Elvira. Para a filha, Claudionete Zardo, acompanhar a recuperação da mãe é motivo de alívio na família. “Minha mãe é tudo para mim, a pessoa mais importante da minha vida. Ela viveu uma vida inteira lutando e cuidando da família. Antes, ela andava curvada de dores, tudo era difícil. Hoje, sem dor, é outra mulher. Só temos gratidão a Deus e a todos os envolvidos”, afirmou.
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