CyberGAECO intensifica operações e avança no combate à exploração sexual infantil em Santa Catarina

O enfrentamento aos crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital tem ganhado reforço em Santa Catarina com o CyberGAECO, grupo especializado que integra o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Com o uso de tecnologia e inteligência cibernética, o CyberGAECO atua na identificação de suspeitos, na coleta de evidências digitais e no apoio a investigações em todo o estado. Apenas nos últimos seis meses, o CyberGAECO intensificou as ações voltadas aos crimes de pedofilia, que geralmente ocorre de forma silenciosa e oculta no ambiente virtual, mas causa impactos profundos e duradouros nas vítimas. Entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, foram realizadas oito operações com foco no combate à exploração sexual infantojuvenil. As ações resultaram no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, cinco prisões em flagrante e um mandado de prisão, além do registro de um termo circunstanciado. Também foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos utilizados na prática criminosa, como 12 computadores, 15 celulares, seis notebooks, 20 HDs/SSDs, 16 mídias eletrônicas e sete pendrives. Para o Coordenador Estadual do GAECO, Promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto,"a atuação no ambiente virtual é essencial para identificar agressores, interromper a circulação de conteúdo ilícito e assegurar a produção de provas digitais qualificadas. Trata-se de uma resposta institucional firme, voltada à proteção integral das vítimas e à responsabilização efetiva dos autores, diante de crimes silenciosos, mas de extrema gravidade social.” O Coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação do MPSC, Promotor de Justiça Mateus Minuzzi Freire da Fontoura Gomes, fala sobre a importância de pais e responsáveis ficarem atentos ao que os filhos consomem nos ambientes virtuais. A informação e o diálogo são ferramentas essenciais para combater o abuso e a violência sexual de crianças e adolescentes. “Os responsáveis pelos cuidados de crianças e adolescentes - sejam pais, professores, profissionais da saúde, e demais atores da rede de proteção - precisam ter um olho vivo sobre o uso da internet e as portas que se abrem para o aliciamento sexual. Muitas vezes, questiona-se por que a criança ainda não contou que o abuso aconteceu. Na maioria dos casos, a verdadeira pergunta é porque ninguém escutou. São diversos os sinais que se acumulam. Romper o silêncio, por meio do apoio dos adultos, é o único meio de garantir a mudança”, afirma.
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