Saúde

Doença de Newcastle: Oeste de SC registra três focos e enfrenta restrições nas exportações

Continental FM 96.1 29/10/2026 · 07h54

Doença de Newcastle: Oeste de SC registra três focos e enfrenta restrições nas exportações

Casos foram confirmados em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim; autoridades intensificaram o controle sanitário e garantem a segurança dos produtos avícolas inspecionados.

O Oeste de Santa Catarina enfrenta uma situação de atenção sanitária após a confirmação de três focos da doença de Newcastle, enfermidade viral que atinge aves domésticas e silvestres. Os registros ocorreram em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, municípios que integram uma das principais regiões produtoras de proteína animal do Brasil.

O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, em uma propriedade de criação comercial de perus em Nova Itaberaba. O segundo foi identificado em Coronel Freitas, no dia 24, e o terceiro, anunciado em 27 de outubro, ocorreu em Nova Erechim.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, equipes do Serviço Veterinário Oficial estão realizando investigações epidemiológicas, monitoramento das propriedades e medidas de contenção para impedir a disseminação da doença.

Situação das propriedades

Na propriedade de Nova Itaberaba, as medidas sanitárias já foram concluídas e o local permanece em vazio sanitário. Em Coronel Freitas, o despovoamento sanitário das aves foi concluído, enquanto os procedimentos de limpeza e desinfecção continuam.

O governo federal declarou emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias.

Exportações também são afetadas

A ocorrência provocou restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas. Países como China e Chile suspenderam determinadas importações provenientes de Santa Catarina, enquanto outros mercados estabeleceram restrições específicas às áreas sob controle sanitário.

Em atualização divulgada nesta quarta-feira (28), o Ministério da Agricultura informou que as negociações internacionais ajudaram a evitar perdas potenciais estimadas em 954 milhões de dólares anuais, considerando um cenário de restrições comerciais mais amplas.

Consumo continua seguro

O Ministério da Agricultura reforça que carnes e demais produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanecem seguros para o consumo, sem contraindicações relacionadas aos focos identificados.

As autoridades seguem monitorando a situação e orientam os produtores a cumprir rigorosamente os protocolos de biossegurança.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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