Dólar lidera investimentos em outubro, enquanto Bolsa brasileira registra queda de quase 10%
Moeda americana valorizou 5,22% no mês, enquanto o Ibovespa teve seu pior desempenho mensal desde junho de 2022. Renda fixa também apresentou resultados positivos.
O mês de outubro terminou com resultados bastante diferentes para quem investe no mercado financeiro brasileiro. Enquanto o dólar e as aplicações de renda fixa registraram ganhos, a Bolsa de Valores acumulou perdas expressivas.
O dólar comercial foi um dos investimentos de maior destaque no período, com valorização de 5,22% em relação ao real. A moeda americana encerrou o último pregão do mês, na sexta-feira, 30 de outubro, cotada a R$ 5,44.
Com a alta, o dólar recuperou boa parte das perdas acumuladas ao longo de 2026, em um mês marcado pela forte oscilação dos mercados financeiros.
Bolsa brasileira registra forte queda
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, encerrou outubro com desvalorização de 9,88%, fechando aos 167.921 pontos.
Foi o pior desempenho mensal do indicador desde junho de 2022. Somente na última semana de outubro, a queda chegou a 18,12%, refletindo o aumento da cautela dos investidores.
As oscilações foram influenciadas pelas incertezas em relação à política fiscal brasileira, à trajetória dos juros e ao cenário econômico internacional.
Apesar das perdas em outubro, o Ibovespa ainda acumulava valorização de 4,21% desde o início do ano.
Ouro e Bitcoin também tiveram perdas
Outros investimentos conhecidos dos brasileiros também apresentaram resultados negativos.
O Bitcoin registrou desvalorização de 8,11% durante outubro, enquanto o ouro recuou 6,78%.
Os fundos imobiliários também encerraram o período no vermelho. O IFIX, índice que acompanha o desempenho desses fundos na Bolsa, apresentou queda de 2,89%.
Renda fixa garante resultados positivos
Em contraste com a instabilidade da Bolsa, as aplicações de renda fixa pós-fixada mantiveram resultados positivos.
Investimentos como Tesouro Selic e Certificados de Depósito Bancário, os CDBs, renderam aproximadamente 1% no mês, favorecidos pelo patamar elevado da taxa básica de juros.
As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio, conhecidas como LCI e LCA, também apresentaram estabilidade nas modalidades vinculadas ao CDI.
Especialistas destacam que aplicações pós-fixadas costumam apresentar menor oscilação de preços em comparação com ações e outros ativos de maior risco.
O que esperar de novembro?
O mercado financeiro inicia novembro atento às decisões sobre a taxa básica de juros, às perspectivas para a inflação e às medidas econômicas que poderão influenciar o comportamento do dólar e da Bolsa.
Analistas também acompanham o cenário internacional, especialmente as decisões de juros nos Estados Unidos e seus possíveis reflexos sobre os investimentos brasileiros.
Para o consumidor, a valorização do dólar merece atenção porque pode aumentar o custo de produtos importados, viagens internacionais e insumos utilizados pela indústria e pela agricultura.
O desempenho de outubro reforça a importância de acompanhar as mudanças na economia e compreender os riscos de cada modalidade de investimento.
Fonte: UOL Economia, B3 e Agência Brasil.