Economia

Binance sofre ataque hacker de US$ 6,3 bilhões, o maior roubo de criptomoedas já registrado

Continental FM 96.1 31/10/2026 · 08h13

Binance sofre ataque hacker de US$ 6,3 bilhões, o maior roubo de criptomoedas já registrado

Maior corretora de criptomoedas do mundo suspendeu temporariamente os saques e promete cobrir as perdas; especialistas investigam possível envolvimento de hackers da Coreia do Norte.

Um ataque cibernético contra a Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo, resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em ativos digitais, valor equivalente a mais de R$ 33 bilhões.

O incidente ocorreu na quinta-feira, 29 de outubro, e representa o maior roubo de criptomoedas já identificado, superando ataques anteriores contra plataformas do setor.

A empresa confirmou que suas carteiras digitais conectadas à internet foram comprometidas e que criminosos conseguiram realizar transferências não autorizadas.

O episódio provocou preocupação entre investidores e usuários de criptomoedas em diferentes países, diante da dimensão dos valores envolvidos.

Como os hackers conseguiram realizar o ataque?

Segundo as informações preliminares divulgadas pela Binance, a invasão pode ter começado pelo comprometimento do computador de um profissional ligado à infraestrutura tecnológica da empresa.

Os investigadores identificaram indícios de que os criminosos conseguiram acessar mecanismos internos utilizados para autorizar transferências de ativos digitais.

Esses sistemas deveriam impedir movimentações sem as aprovações necessárias.

A corretora informou, entretanto, que a investigação identificou outros possíveis pontos de comprometimento e que ainda não foi possível determinar toda a sequência do ataque.

Até a atualização de sexta-feira, não havia evidências de vazamento das chaves privadas das carteiras digitais.

Binance promete ressarcir integralmente os usuários

Em comunicado oficial divulgado na sexta-feira, 30 de outubro, a empresa anunciou que utilizará recursos próprios para cobrir os prejuízos.

Segundo a corretora, mais de US$ 6,34 bilhões foram reservados para a recomposição dos ativos afetados.

Desse montante, aproximadamente US$ 5 bilhões já estavam disponíveis nos mesmos tipos de criptomoedas envolvidos no ataque.

A Binance também informou que aproximadamente US$ 3 bilhões em ativos relacionados ao roubo foram congelados com a colaboração de parceiros do setor.

Esses valores congelados permanecem sujeitos aos processos de investigação, verificação e eventual recuperação.

Os saques foram suspensos temporariamente para a realização de verificações adicionais de segurança. Na atualização de sexta-feira, a companhia afirmou que trabalhava para restabelecer o serviço de maneira gradual.

A plataforma declarou que pretende garantir a integridade dos saldos dos clientes, embora a recuperação dos recursos roubados continue em andamento.

Suspeita de participação de hackers norte-coreanos

Empresas especializadas em rastreamento de transações digitais, incluindo TRM Labs e Chainalysis, apontaram semelhanças entre o ataque à Binance e operações anteriormente atribuídas a grupos de hackers ligados à Coreia do Norte.

Entre os grupos investigados está o TraderTraitor, associado a ataques contra empresas de criptomoedas.

Em fevereiro de 2025, a corretora Bybit sofreu um roubo estimado em US$ 1,5 bilhão, posteriormente atribuído por autoridades norte-americanas a agentes norte-coreanos.

Apesar das semelhanças apontadas pelas empresas de análise, a autoria da invasão à Binance ainda não foi definitivamente confirmada pelas autoridades.

O que muda para quem investe em criptomoedas?

O incidente reforçou o debate internacional sobre a segurança das plataformas que armazenam ativos digitais de terceiros.

Especialistas defendem mecanismos mais rigorosos de autorização de transferências, monitoramento de movimentações suspeitas e fiscalização das estruturas de custódia.

Para os usuários da Binance, a orientação é acompanhar exclusivamente os comunicados oficiais, verificar o funcionamento dos serviços e desconfiar de mensagens ou páginas que prometam recuperar valores mediante pagamentos antecipados.

A empresa informou que continuará trabalhando com autoridades e organizações especializadas para identificar os responsáveis, recuperar os valores desviados e reforçar seus sistemas de proteção.


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