Economia

Bolsa brasileira tem pior semana desde a pandemia, e dólar dispara após reeleição de Lula

Continental FM 96.1 31/10/2026 · 08h12

Bolsa brasileira tem pior semana desde a pandemia, e dólar dispara após reeleição de Lula

Ibovespa acumulou queda de 18,12% em cinco pregões, enquanto o dólar avançou mais de 9%; investidores demonstram preocupação com os rumos da política econômica.

O mercado financeiro brasileiro encerrou a última semana de outubro sob forte instabilidade. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, registrou queda acumulada de 18,12%, o pior desempenho semanal desde março de 2020, quando os mercados enfrentavam os primeiros impactos da pandemia de covid-19.

Na sexta-feira, 30 de outubro, a Bolsa recuou 0,75% e terminou o pregão aos 167.921,80 pontos, completando cinco sessões consecutivas de perdas.

O dólar também apresentou uma valorização expressiva. A moeda norte-americana fechou próxima de R$ 5,45 e acumulou alta superior a 9% na semana, conforme os indicadores acompanhados pelo mercado financeiro.

O movimento ocorreu após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo, 25 de outubro.

Segunda-feira teve interrupção das negociações

O momento de maior tensão aconteceu na segunda-feira, 26 de outubro, primeiro pregão após o resultado eleitoral.

Naquele dia, a queda acentuada do Ibovespa levou a B3 a acionar o chamado circuit breaker, mecanismo de segurança que interrompe temporariamente as negociações quando o mercado apresenta perdas muito intensas.

A medida busca permitir que os investidores reavaliem suas decisões e reduzir os riscos de movimentos desordenados de negociação.

Foi a primeira vez desde o período da pandemia que a Bolsa brasileira precisou recorrer ao mecanismo.

Por que o mercado reagiu dessa forma?

Analistas financeiros apontam que parte dos investidores havia formado posições considerando a possibilidade de uma mudança de governo e de alterações na condução da política fiscal.

Com a confirmação da reeleição de Lula, essas expectativas passaram por uma revisão.

Entre as principais preocupações estão o controle das despesas públicas, a trajetória da dívida brasileira, a composição da futura equipe econômica e as decisões relacionadas aos juros.

O cenário internacional também contribuiu para a cautela dos investidores, diante das oscilações nos mercados norte-americanos e das tensões geopolíticas.

É importante destacar que as variações da Bolsa e do dólar refletem diversos fatores econômicos e expectativas dos investidores. Portanto, não podem ser atribuídas exclusivamente ao resultado eleitoral.

O que pode acontecer agora?

A atenção do mercado estará voltada aos próximos anúncios do governo, especialmente às sinalizações sobre o orçamento, a política fiscal e a equipe econômica do novo mandato.

O presidente Lula informou que pretende realizar um pronunciamento à nação na próxima semana.

Embora o impacto mais imediato tenha ocorrido no mercado financeiro, oscilações persistentes do dólar podem influenciar os custos de importações, matérias-primas e produtos ligados à moeda norte-americana.

Para consumidores e empresários, o principal ponto de atenção será a evolução do câmbio, dos juros e das expectativas de inflação nos próximos meses.

O comportamento da Bolsa na próxima semana dependerá de novos acontecimentos e das decisões dos investidores. Não há garantia de continuidade das perdas nem de recuperação imediata.


Album Art
Carregando...
Continental FM 96.1
Album Art